quinta-feira, 23 de junho de 2011

P.A.
Fui ver a Petrobrás Sinfônica tocando Guinga ontem no Casagrande. Não é surpresa a música belíssima do Guinga. Boa orquestra regida por Carlos Prazeres. Participação de bambas como Paulo Sergio Santos e Jessé Sadoc, Lula Galvão, André Boxexa, além do próprio autor emocionado. Nem deveria ser surpresa a que foi a minha.
Porque no meio musical todos já conhecem aquele de quem quero falar. ( Eu é que saí do limbo e voltei pro mundo da música. Por isso não tinha conhecimento do trabalho dele). Sentado ao meu lado com a esposa, gravadorzinho na mão registrando tudo, estava aquele de quem falo aqui. A figura simples e bonachona é a de um dos grandes arranjadores do Brasil. Herdeiro de tradição fortíssima dos nossos maestros do rádio da década de 40 e da linhagem toda que se seguiu. Não tive tempo ainda de comprar vários de seus trabalhos pra conhecê-lo melhor. Escrevo sob o impacto de uma emoção muito recente. Emoção de quem é um apaixonado pela música brasileira e pelas coisas do Brasil.
Pois saibam que com todo o brilho da orquestra, com todo o talento do autor e dos músicos convidados, a noite ontem foi dele: Paulo Aragão.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Pra quem gosta de ler bobagem (pagando)

Ser Feliz Dói é o novo livro de auto-ajuda baseado em mentiras reais e baixa filosofia de alto teor etílico, escrito por dois rematados canalhas (eu e meu sócio oculto), visando o lucro fácil através da exploração da dependência emocional do povo pobre do Leblon e adjacências.

Constitui-se de dicas importantes sobre relacionamentos e, pra começar, lá vai uma, de graça!(apetizer), igual à música do novo disco do Chico Buarque na internet :

Não peça a marido o que pode pedir ao motoqueiro. Pra ter acesso à explicação, exegese, interpretação, etc, mande um dinheirinho pra nós, pra financiar o lançamento do livro.

A todos o meu muito obrigado.



terça-feira, 21 de junho de 2011

Resolvi me espalhar numa blogagem depois de tanto tempo espremido no tuíter e passando constrangimento no Facebook. O Facebook é o lugar onde se encontram pessoas que não deviam se encontrar. A vida, quando separa, é pra separar! Vem essa coisa e une de novo, obrigando parentes distantes a serem próximos, induzindo inimigos à uma amizade de chip e nos fazendo passar constrangimentos com credores e cutucadas indiscretas. Mas é o tal negócio, minha filha me obrigou a ficar por aqui , virtualizando, pra quando eu tiver alguma coisa pra vender ter mais chances com esses loucos que me seguem. Fazer o que? A vida é escambo e eu tô precisando de uns sapatos. Pagarei com dezoito compassos de piano baixo e bateria.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Pixinguinha do Brasil

Hoje vi tocar lá no Carlos Gomes os arranjos originais do Pixinguinha para orquestra do tempo do rádio.
Coisa impressionante! Pixinguinha sintetizava a música brasileira da época, e em seus arranjos magníficos mostra a importancia da musica brasileira. Iniciativa do IMS, é dessas coisas de encher de alegria. Músicos excelentes, arranjos maravilhosos deste principe da nossa música.
Era coisa pra ver exportada pro mundo, com muito orgulho.
É o melhor produto de exportação do Brasil, sem dúvida, a música. Era produto pra vincular a todos os outros produtos brasileiros e levar pro exterior. ( E pro povo do Brasil, pra que o povo sintisse orgulho de ser brasileiro, por uma boa razão)

sábado, 5 de dezembro de 2009

Ainda Mario

“O período atual do Brasil, especialmente o das artes, é o de nacionalização. Estamos procurando conformar a produção humana do país com a realidade nacional. A música popular brasileira é a mais completa, a mais totalmente nacional, a mais forte criação da nossa raça brasileira. Todo artista brasileiro que no momento atual fizer arte brasileira, é um ser eficiente com valor humano. O que fizer arte internacional ou estrangeira, se não for um gênio, é um inútil, um nulo. E é uma reverendíssima besta”. (Mário de Andrade).

Putz , isso é antigo. Ainda estamos antigos, ou tem uma porção de reverendíssimas por aí. Acho que vou ganhar dinheiro dando aula de português para cantores brasileiros. Tem nego cantando voché, amór, ...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Vão lavar um tanque de roupa e deixem a Vanusa em paz.

Deixem a Vanusa em paz. Não a conheço pessoalmente, não tenho nada com isso. Mas digo que não é de hoje que a humanidade se compraz em assistir à desgraça dos outros. Os romanos tinham prazer em ver cristãos devorados por leões. Assim é hoje, nesse mundo virtual cheio de gente sem o que fazer. Vanusa, nem sei, parece estar sob efeito de remédios, doente, não é coisa pra se explorar cruelmente, como se fez. Até a coluna Gente Boa do Globo publicou algum comentário sem cuidado. Acho que devemos ter mais cuidado. É isso, um post mal escrito, mas é assim mesmo. Vão lavar um tanque de roupa...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A melhor música do planeta

Como criador e produtor de música brasileira, vale dizer, da melhor música do planeta (ao menos em termos de variedade de ritmos,  já que qualquer outro critério será subjetivo), fico imaginando música do Brasil fazendo parte de filmes em qualquer parte do mundo; tocando nas rádios(daqui e de lá) ,  sendo levada por empresários brasileiros interessados em vincular  o melhor produto do país a seus produtos, através de festivais de música, congressos, workshops, ou quaisquer meios. E, porque não?, levada pelo próprio governo, de forma sistemática, aproveitando a simpatia que já se manifesta pela música brasileira em tantos países.
Verdade que seria necessário também um mercado interno forte .  Assim, formar platéias (como também para outras manifestações artísticas, muitas das quais se utilizam da música); regular as rádios, no sentido de que, sendo concessionárias do governo, teriam de cumprir certas condições mínimas para funcionar, como por exemplo...pagar direitos autorais aos compositores!  Assim com as TVs que, além de relutarem em pagar estes direitos (a maioria) recebem a concessão do governo, e sublocam seus espaços.  Naturalmente que estou falando de um problema político: as concessões de rádio e TV sempre foram regidas por interesses político-eleitorais, distribuição de poder. 
Embora parecendo ingênuo, penso que seria um caminho em tudo nada ingênuo, pois o lucro que adviria de tal política poderia ser imenso.  Aliás, um lucro tão grande quanto o que se alcança quando há preocupação com a educação em geral.  Bem, mas isso já não é mais ingenuidade, é utopia, delírio total.    Pois é exatamente nesse delírio que eu estou interessado.